O jornalista Arthur Garcia recebeu nesta semana uma denúncia grave envolvendo supostas irregularidades trabalhistas em uma fazenda localizada na região de Itanhangá, no interior de Mato Grosso. O caso foi registrado oficialmente em boletim de ocorrência na Polícia Militar e encaminhado para a Polícia Civil para investigação.
De acordo com o documento, a ocorrência foi comunicada no dia 23 de janeiro de 2026 e enquadrada como redução à condição análoga à de escravo, crime previsto na legislação brasileira.
No boletim, a vítima relata que foi contratada por uma empresa para trabalhar em uma fazenda por um período de 45 dias. No entanto, após cerca de dez dias de serviço, teria sido dispensada antes do término do contrato, com a promessa de que receberia as verbas rescisórias posteriormente.
Ainda segundo o relato, o pagamento não foi efetuado e os trabalhadores teriam sido levados para um hotel no município de Itanhangá, onde aguardariam a quitação dos valores. No entanto, o responsável pela fazenda teria deixado o local sem efetuar o pagamento do transporte de retorno nem das despesas com hospedagem, alimentação e passagens.
A denúncia aponta que ao menos 14 pessoas estariam na mesma situação, permanecendo no local sem recursos financeiros enquanto aguardavam a regularização dos valores devidos.
Além do boletim de ocorrência, Arthur Garcia também recebeu vídeos exclusivos que mostram as condições em que os trabalhadores estariam vivendo na propriedade rural. As imagens revelam alojamentos improvisados, com pessoas dormindo em barracos de madeira, sem estrutura adequada, além de banheiros feitos de tábuas, em situação considerada insalubre e sem condições mínimas de uso.
Outro ponto grave relatado pelo denunciante é que, segundo ele, pessoas que usavam tornozeleira eletrônica por envolvimento em uma tentativa de homicídio contra um policial no estado de Rondônia teriam rompido o equipamento de monitoramento e estariam trabalhando no mesmo local.
Os fatos narrados agora estão sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá investigar as circunstâncias, além de possível atuação do Ministério Público do Trabalho e de órgãos de fiscalização.



























