Uma denúncia gravíssima envolvendo hospitais públicos em Mato Grosso foi recebida pelo jornalista investigativo Arthur Garcia, que imediatamente encaminhou as informações e objetos fornecidos pelo denunciante à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), em Cuiabá.
A denúncia aponta que materiais cirúrgicos que deveriam ser descartáveis estão sendo reutilizados, reembalados com etiquetas adulteradas e revendidos como se fossem novos para hospitais públicos da capital e do interior do estado. O esquema, segundo a fonte anônima, envolve as unidades do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Santa Casa, além do Hospital Regional de Tangará da Serra.
De acordo com o denunciante, que preferiu manter o anonimato por temer retaliações, os materiais seriam reprocessados em uma empresa de esterilização terceirizada localizada em Cuiabá. Após a limpeza, os itens são embalados novamente com etiquetas falsas produzidas em uma gráfica, dando a aparência de novos e sendo, então, reencaminhados ao sistema público de saúde via contratos com prefeituras e o Governo do Estado.

A denúncia revela ainda que os produtos adulterados foram apresentados ao jornalista como provas físicas. Arthur Garcia entregou os objetos diretamente à DECCOR, junto com os dados preliminares da investigação, solicitando apuração imediata dos fatos pelas autoridades competentes.
Entre os materiais entregues ao jornalista está um vídeo que mostra o local onde seria escondido por funcionários no interior do HMC. O local parece ser uma sala dentro da unidade hospitalar, e os objetos seriam escondidos atrás de um armário. Segundo o denunciante, esse seria o modus operandi utilizado para encobrir o reaproveitamento de materiais que deveriam ser descartados após o uso único em procedimentos cirúrgicos.
O denunciante afirma que gestores hospitalares que descobrem a fraude estariam sendo cooptados por meio de pagamento de propina para silenciar o esquema. “É uma rede de corrupção que envolve a reutilização de materiais que colocam em risco a vida de centenas de pacientes”, relatou a fonte.
A prática, se confirmada, pode configurar crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, falsidade ideológica, lesão corporal e crime contra a saúde pública.
A equipe do Kanal 1 seguirá acompanhando o caso e trará atualizações exclusivas à medida que a investigação avançar.































