"SUPERMAN PANCADÃO"

MEGA TRAFICANTE SERÁ SOLTO EM CUIABÁ PARA TRATAMENTO MÉDICO

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O empresário Ricardo Cosme Silva Santos, popularmente conhecido como, “Ricardo Pancadão” foi preso no ano de 2015 em Cuiabá como suspeito de liderar a quadrilha de narcotráfico internacional investigada na operação Hybris, realizada pela Polícia Federal (PF). Além dele, havia mandados judiciais de prisão para outras 39 pessoas em Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins e Ceará. Também foram cumpridos pelos agentes federais mandados de busca e apreensão que resultaram em cerca de R$ 50 milhões em bens apreendidos, entre eles, duas aeronaves do empresário.

Em, 19 de setembro de 2023, Ricardo suplicou por atendimento médico dentro da Penitenciária Central do Estado onde está preso há oito anos, onde só conseguiu esse atendimento no mês de novembro após um pedido judicial realizado pela sua defesa. No dia 1/12, Ricardo foi submetido a um procedimento cirúrgico em um hospital particular em Várzea Grande, recebendo alta hospitalar no dia 04/12 com recomendações de cuidados pós-operatórios em ambiente domiciliar, por um período de 60 dias. A Defesa de Ricardo, entrou com pedido de Habeas Corpus (HC), destacando a insalubridade e insuficiência que o recinto prisional oferecia aos cuidados adequados que o preso (paciente) necessitava. Segundo o médico que operou Ricardo, os exames indicaram que o paciente desenvolveu uma série de deficiência no sistema imunológico e doenças crônicas, devido às condições do ambiente insalubre que o preso se encontrava.

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Trecho da decisão

“Com esses fundamentos, concedo em parte a ordem de habeas corpus impetrada em favor de Ricardo Cosme Silva dos Santos para que receba tratamento de saúde
em sua residência e fixo as seguintes medidas cautelares:

a) Recolhimento domiciliar durante todo o dia (vinte e quatro horas)
na sua residência, sem qualquer exceção para dela se ausentar, salvo por
autorização judicial expressa;

b) Retenção imediata do passaporte;

c) Monitoração eletrônica;

d) Apresentação de relatório médico circunstanciado, a ser
fornecido, no prazo de 60 dias, com detalhamento da evolução do quadro
clínico.

e) Em tempo, nada impede que a autoridade acoimada coatora
estabeleça outras medidas cautelares que considerar necessárias e
adequadas ao caso concreto ou, sobrevindo fatos novos, revogue a
concessão.

Determino que, com urgência, o Juízo de primeiro grau de
cumprimento à determinação.

Ante o exposto, defiro em parte a liminar vindicada para conceder
ao paciente Ricardo Cosme Silva dos Santos a prisão domiciliar humanitária pelo período
de 60 dias, impondo-lhe, as obrigações cautelares acima destacadas”

Rondon Bassil Dower Filho

 

 

 

Lembrando que em 2018, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a liberdade de Ricardo Cosme Silva Santos, que era suspeito de liderar uma quadrilha de narcotráfico internacional que movimentava cerca de R$ 30 milhões por mês em drogas. Em 2021, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, negou o recurso (embargos de declaração) ingressado pela defesa do traficante internacional de drogas.

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CONHEÇA MAIS “RICARDO PANCADÃO”

Natural de Pontes e Lacerda (443 km de Cuiabá), Ricardo Cosme Silva Santos é acusado de liderar uma quadrilha que movimentava por mês R$ 30 milhões com o comércio de drogas todo mês. A PF acredita que o grupo transportava mensalmente em torno de três toneladas de entorpecentes originários da Bolívia. A quadrilha possuía até uma “marca” de cocaína, chamada “Pancadão”, escrito abaixo da figura do personagem de quadrinhos “Superman”.

“Pancadão” é o apelido de Ricardo Cosme, que faz alusão a seu passado de DJ no interior de Mato Grosso.

O narcotraficante foi preso com sua esposa, em sua residência no condomínio de luxo Florais, em Cuiabá, com US$ 6 milhões em espécie. Numa das apreensões realizadas pela Polícia Federal que atingiram os negócios de “Pancadão”, em 2013, US$ 1,9 milhão foram encontrados dentro da roda de uma caminhonete de Várzea Grande que se dirigia a Bolívia para adquirir drogas. O esquema era tão sofisticado que o líder do bando chegou a ter empresas de locação de veículos e máquinas pesadas, inclusive celebrando contratos com a prefeitura de Pontes e Lacerda, para dar aspecto de legalidade em relação aos valores conseguidos com o tráfico de drogas.

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