Uma motorista de aplicativo procurou a Polícia Militar na manhã deste sábado (26), para denunciar que foi agredida por um policial civil enquanto aguardava novas corridas, após deixar uma passageira em um bairro da capital.
Conforme consta no boletim da PM, a motorista relatou que permaneceu parada em seu veículo verificando o aplicativo, quando foi abordada por um homem sem camisa e com uma sacola na mão, que lhe disse “bom dia”. Por cautela, ela não respondeu. Minutos depois, o mesmo homem retornou vestindo uma camiseta preta e passou a questionar insistentemente o motivo de ela estar estacionada no local.
Mesmo após informar que era motorista de aplicativo e que aguardava uma nova chamada, o homem levantou a camiseta e mostrou uma arma de fogo na cintura. Temendo por sua segurança, a condutora iniciou a gravação da situação com o celular. Segundo a vítima, o homem se irritou com a gravação, desferiu socos em seu rosto e na parte de trás da cabeça, tomou seu aparelho celular à força e só o devolveu com a chegada da guarnição da Polícia Militar.
A vítima relatou ainda que gritou por socorro e, nesse momento, o agressor se identificou como policial civil, exigindo seus documentos pessoais e os do veículo. A mulher negou, afirmando que ele não residia no local exato onde ela estava estacionada.
A motorista apresentou sinais visíveis de agressão, dizendo estar com dores na cabeça, na nuca e com o rosto inchado.
A versão do homem é diferente. Ele alegou que apenas questionou o motivo da motorista estar parada em frente à sua casa, e que, ao ser filmado de perto, teria tomado o celular dela, mas negou qualquer agressão física. Disse ainda que foi ofendido verbalmente por ela e que ela teria gritado para vizinhos afirmando ter sido agredida.
Ambas as partes foram conduzidas à Central de Flagrantes pela equipe da polícia militar. O policial civil compareceu à unidade sem apresentar lesões corporais e sem uso de algemas, deslocando-se com meios próprios.
A Polícia Civil ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A gravação feita pela vítima será peça-chave na apuração dos fatos.

























